7 GOLPES MAIS COMUNS AO COMPRAR UM CARRO USADO

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7 GOLPES MAIS COMUNS AO COMPRAR UM CARRO USADO

O carro usado requer cuidados pois os golpes na venda de um veí­culo são mais comuns do que se imagina

A compra de um carro envolve alguns segredos, mas com a tecnologia e alguns recursos é possí­vel fazer um bom negócio. Além de muita pesquisa e uma boa dose de precaução, a compra do próximo – ou do primeiro carro – pode ser fácil com alguns cuidados. E com a tecnologia, golpes e outros segredos são descobertos de forma desmistificada. Mas quais são esses golpes na venda de um carro que o comprador precisa ficar atento? A Visão Total, rede de vistorias com 150 unidades em todo o paí­s, preparou um guia fácil com especialistas no assunto.

  1. Golpe da quilometragem adulterada: Esse é o mais comum, porém hoje em dia é fácil de descobrir. Com um laudo cautelar qualquer alteração na programação do veí­culo o sistema detecta e a inspeção não é aprovada. Algumas marcas também trazem a informação de rodagem em peças, como o cãmbio. Assim, não basta adulterar o hodômetro, pois uma análise de sistema do carro já identifica a fraude.
  2. Carro com passagem por leilão: Antigamente muitos carros podiam ter simplesmente o histórico de leilão apagado em fraudes desse tipo. Muita gente comprava “gato por lebre” e o documento não constava a passagem por leilão. “Essa é a fraude mais comum hoje em dia, mas basta fazer um laudo cautelar que a verificação do sistema é infalí­vel e mostra eventuais problemas no histórico do carro. Mas é preciso ter atenção, pois o laudo ECV, que é mais simples, não aponta a passagem por leilão. Já o laudo cautelar sempre mostra”, explica André Luí­s Costa, diretor da Visão Total Vistorias.

Segundo o especialista, há diferença entre comprar um carro de leilão de financeiras, onde não há registro de batida no veí­culo ou mesmo leilão judicial, mas em todos os casos, um carro com passagem por leilão é desvalorizado no comércio de veí­culos.

  1. Carro com histórico de sinistro: Embora seja fácil de identificar carros que foram danificados e reparados, nem sempre é possí­vel dizer só com uma análise cuidadosa que o carro tem um sinistro. O sinistro ocorre quando há uma ocorrência de problemas como uma batida mais forte no veí­culo, dado que vai para o histórico das seguradoras e gera o chamado “apontamento” nos laudos cautelares. Costa comenta que nem sempre um sinistro significa algo grave. “Há sinistro de média e alta monta, mas esse registro no histórico do carro desvaloriza o veí­culo, e por isso, o laudo cautelar é indicado. Além disso, nesse tipo de laudo é feita a análise estrutural do carro. Em caso de sinais de batidas fortes na dianteira, traseira ou parte estrutural, como coluna e longarinas, o carro terá essa informação no laudo técnico”, explica Costa.
  2. Carro com restrições administrativas: Muita gente compra um carro e na hora da transferência descobre que não pode fazer o processo. Isso pode ocorrer por restrição administrativa, impostos não pagos, processo judicial por inventário ou envolvimento do veí­culo em alguma ação criminosa. Por isso, antes de iniciar a negociação é preciso fazer o levantamento. A melhor forma é via laudo cautelar ou uma pesquisa nas bases estaduais da secretaria da fazenda.
  3. Carro com multas: Se por um lado, fazer o laudo cautelar, por outro vale uma atenção especial com as multas. í€s vezes o carro não tem multas no momento da negociação e, com o tempo, elas aparecem no histórico do veí­culo. A recomendação da Visão Total é fazer a pesquisa de multas no Detran do estado onde o carro é registrado. Também é válido fazer um acordo por escrito com o vendedor, onde a data de entrega do veí­culo vale como responsabilidade por eventuais multas. O dono anterior até aquela data, e o atual proprietário daquele momento em diante.
  4. Golpe do carro batido: Infelizmente muita gente ainda compra carro sem pedir laudo cautelar, sem essa análise estrutural e sem o aval de um mecãnico. Carros reparados tem sinais de conserto como: repintura, desgaste anormal de peças de acabamento e um estado deteriorado. “O ideal é levar um mecãnico para avaliar o carro e depois fazer um laudo cautelar para se prevenir”, diz André Luí­s da Visão Total.
  5. Golpe do laudo falso: Infelizmente também é comum que o vendedor – mesmo em loja ou concessionária – apresente laudo que é falso. Ao receber esse documento é possí­vel verificar junto a empresa emissora, via número do documento, atestando sua emissão. “Uma dica é que o próprio interessado leve a um local de sua confiança para fazer o laudo, sendo direito dele levar em um estabelecimento de sua confiança”, explica Costa. “Se a loja não permitir que o cliente leve em local de sua confiança ou exija um documento atualizado é sinal de que há algum problema com aquele veí­culo”, finaliza.
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