CUIDADO COM O GOLPE DO LEILÃO VIA INTERNET

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LISTA ATUALIZADA DOS FALSOS SITES DE LEILÃO OFICIAL SÓ CAIA NO GOLPE SE QUISER OU ACREDITAR QUE VAI LEVAR VANTAGEM E ACHAR QUE É MAIS ESPERTO DO QUE OS VIGARISTAS
12 de julho de 2019

CUIDADO COM O GOLPE DO LEILÃO VIA INTERNET

Falsas empresas agenciadoras de leilão e falsos leiloeiros oficiais tem enganado e lesado grande número de arrematantes é recorrente recebermos pedido de ajuda de pessoas que foram lesadas pagaram e não receberam os bens comprados no chamado “leilão on line” ou leilão virtual dizem não saber quem é o leiloeiro, que o leiloeiro sumiu, ou não consta na página da web o nome do mesmo, não informam quem são os responsáveis pelo “site de leilão” por isso solicitam a nossa ajuda por não saber a quem  recorrer.

O professor e jornalista Ivanildo Luiz de Pontes responsável pelo portal Leiloeiros do Brasil elaborou e publicamos a seguir os “14 mandamentos” para ajudá-los a não cair no golpe do leilão via internet” (leilão on line)

Preâmbulo – Nunca forneça os seus dados pessoais nos sites de leilão (veja se o site é seguro e certificado) via internet sem antes pesquisar a idoneidade do Leiloeiro Oficial e das “empresas” que fazem leilão via  internet, os verdadeiros e credenciados Leiloeiros oficiais também estão sendo vítimas do golpe e dos vigaristas os quais usam o nome de leiloeiros oficiais idôneos e consagrados para praticarem os golpes

1º – Antes de efetuar o cadastro nos sites de leilão ou dos leiloeiros, pesquise o CNPJ da empresa agenciadora no site da Receita Federal caso não consiga, faça uma busca chamada de breve relato pelo nome fantasia da empresa no site da Junta Comercial do Estado sede da empresa

2º – Solicite no site do leiloeiro ou da empresa o endereço onde estão os bens que irão a leilão, vá até o local e certifique-se da existência e estado deles, caso os sites ou o leiloeiro não informe ou se negue a fornecer o endereço dos bens, desconfie!

3º Leia integralmente o contrato ao qual você se submete e se obriga a cumprir para arrematar qualquer bem nos leilões programados via internet, são nestes contratos onde ocorre a maioria das reclamações que nos são dirigidas; se você concordou com os termos e finaliza o seu  cadastro fica complicado para você alegar desconhecimento no futuro, portanto leia, se não concordar nada compre muito menos complete o cadastro sugerido pelo site

4º – O leiloeiro oficial é fiscalizado pela Junta Comercial do Estado no qual está matriculado, no site das Juntas Comerciais existe a relação completa dos leiloeiros matriculados e habilitados, verifique se o leiloeiro do seu interesse está registrado e faz parte da lista publicada no site da junta comercial respectiva.

5º – A junta Comercial  estadual onde o leiloeiro está matriculado é o órgão oficial responsável em fiscalizar, punir e até destituir o leiloeiro oficial.

6º –  Veja se no site da agenciadora ou do leiloeiro consta o nome completo e número de matrícula do leiloeiro responsável pelo pregão  via internet

7º – O leiloeiro oficial é obrigado por Lei a publicar o edital completo com todos os bens que serão leiloados, condições de venda, forma de pagamento, etc.

8º  – Solicite uma cópia do edital do leilão ao leiloeiro, será o documento hábil para eventual reclamação posterior

9º – Prefira o leilão presencial, onde você vai no dia, hora e local do leilão, conhece (ver) o leiloeiro oferece o seu lance de viva voz e sabe quem é o comitente (empresa proprietária dos bens). Geralmente a visitação dos bens é feita alguns dias antes do leilão, procure saber, quando e onde

10º – O leiloeiro tem até 5 dias úteis determinado por Lei para entregar os bens arrematados e pagos, não cumprindo tome as providências cabíveis necessárias.

11º  – Caso tenha sido vítima destes golpes (comprou e não lhe entregaram os bens) vá a uma Delegacia de Polícia com os documentos da arrematação e registre um BO – Boletim de Ocorrência, de posse do BO dirija-se a Junta Comercial e represente contra o leiloeiro (caso ele seja verdadeiro e matriculado), além das medidas judiciais que julgar conveniente

12º – O leiloeiro oficial responde solidariamente juntamente com a empresa agenciadora de leilão e o comitente, conforme preceitua o CDC – Código de Defesa do Consumidor. Os falsos leiloeiros não respondem por nada são vigaristas e oportunistas.

9º Após confirmar a idoneidade do leiloeiro oficial do comitente e da empresa que organiza o leilão, se você comprou algo, não pague mais do que os 5% de comissão estabelecida no Decreto Lei 21981 de 19/10/32 que regulamenta a profissão de Leiloeiro Oficial.

13º  – Despesas, com armazenamento dos bens, “taxas administrativas” e outros penduricalhos agregados na arrematação e outros encargos são ilegais e de reponsabilidade do leiloeiro e do comitente e não do arrematante. Caso o leiloeiro ou o comitente insistam, pague, para não perder a compra depois devidamente documentado (cópia do edital do leilão recibo da compra e outros documentos) denuncie nos órgãos de defesa do consumidor ou busque o respaldo do Poder Judiciário o ressarcimento do valor pago indevidamente será em dobro conforme determina o artigo 42 do CDC – Código de Defesa do Consumidor. Existe jurisprudência firmada a respeito é causa ganha. (www.jusbrasil.com.br)

14º  – A Lei Federal que regulamenta a profissão de Leiloeiro oficial preceitua: “A falência do leiloeiro oficial será sempre fraudulenta”

Seguindo estas orientações dificilmente você será mais uma vítima deste golpe praticado atualmente pelos vigaristas alheios a profissão e dos maus profissionais gananciosos que infelizmente existem em todas categorias.

Esta matéria está protegida e amparada pela Lei do Direito Autoral e da propriedade intelectual,  entretanto o autor autoriza a cópia e a divulgação por qualquer meio
desde que citada a fonte nos seguintes termos:
Autor: Ivanildo Luiz de Pontes Jornalista e professor do curso preparatório para formação de Leiloeiro Oficial é
também editor e responsável pela revista  on-line Leiloeiros do Brasil – 
www.leiloeirosdobrasil.com.br
Matéria escrita e publicada pelo autor em 12/07/2019.

A não observância dos termos estabelecidos acima sujeitará o responsável da cópia ilícita aos rigores da Lei
do Direito Autoral e da propriedade intelectual vigente.

 

 

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